Autor: Comunicação
Amante de livros, tecnologia e educação. Fui Superintendente na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás, sou Mestre Reiki e empresário no segmento de tecnologia e educação #Patriots #Flamengo

Aproveitando o poder da contação de histórias

Contar histórias é uma ferramenta poderosa em um ambiente de aprendizado seguro com as normas de sala de aula que refletem respeito, honra e empatia. Quando os alunos são capazes de contar suas próprias histórias, ele ajuda a reverter qualquer mentalidade de déficit para criar uma mentalidade de ativos focada em que estudantes podem oferecer em cada sala de aula.

Neste post, discuto a ideia de “ecologia da identidade” e proponho um exercício baseado nesse conceito para estudantes migrantes e imigrantes no ensino médio e médio. Através desta atividade, os professores podem desenvolver uma melhor compreensão das experiências vividas de seus alunos, o que, por sua vez, permitirá que eles entreguem instruções que atendam às várias necessidades de seus alunos.

Ecologia da identidade

O psicólogo Urie Bronfenbrenner tentou capturar a influência do meio ambiente nas identidades das pessoas no que ele chamou de teoria dos sistemas ecológicos do desenvolvimento infantil. Nele, ele identificou as várias forças que moldam a maneira como desenvolvemos nosso senso de si mesmo. O modelo de Bronfenbrenner visualiza as várias dimensões das identidades das pessoas, como idade, gênero e etiquetas culturais, com círculos concêntricos que tornam a identidade, os valores, o clima social e o clima político das comunidades envolventes explícitas. Olhando para essas facetas juntas, temos uma ferramenta para começar a discutir a maneira como nossas identidades são moldadas pelo sistema ecológico que nos rodeia. Todos nós desenvolvemos nossas identidades dentro de um contexto social e cultural. Em certa medida, esse contexto impacta quais oportunidades temos na vida e nossa capacidade de nos expressar como desejamos.

A palavra ecológica refere-se ao campo da ecologia, que explora a relação entre um ser vivo e o ambiente em que vive. Através da linguagem da ecologia, Bronfenbrenner nos lembra que quem somos, e o que fazemos, são profundamente influenciados pelo nosso ambiente físico e social. Os humanos não vivem isoladamente e, portanto, nossas identidades se desenvolvem dentro de um contexto ambiental. Abaixo estão partes do ecossistema humano destacado por Bronfenbrenner. Enquanto os estudiosos diferentes usaram palavras diferentes para descrever os detalhes das camadas ecológicas no gráfico e enfatizaram diferentes aspectos da identidade, o formato básico permaneceu relativamente consistente desde que ele colocou sua teoria inovadora em 1979. Características individuais: idade, gênero, raça, etnia, nacionalidade, identidades culturais Microssistema: Família, pares, condições de escola / trabalho, vizinhança, associação comunitária Exosistema: Influências das mídias sociais, políticas locais e políticas, status legal e direitos Macro sistema: Tradições culturais, condições econômicas, leis, contexto histórico, atitudes comunitárias, preconceitos e tradições de inclusão. Identificando como cada camada do modelo ecológico refere-se à nossa identidade é particularmente útil para os recém-chegados, procurando desenvolver suas identidades em uma nova terra porque elas ou seus familiares transitaram recentemente de um contexto social e cultural para outro.

Ajudar esses alunos a isolar as mudanças na relação entre suas identidades e seu ambiente podem ajudá-los a navegar nos desafios de viver em uma nova terra. As experiências formativas de crianças imigrantes serão moldadas por interações recíprocas entre si e seu ambiente. Os contextos inter-relacionados de desenvolvimento em que crianças e jovens vivem moldam suas oportunidades e têm importantes implicações para os resultados educacionais e de bem-estar. O grau em que os alunos prosperam variam de acordo com vários fatores, incluindo características individuais, sua cultura, as pessoas que encontram e seu ambiente ao longo do tempo. Início da promoção do boletim informativo.

Na sala de aula

Comece a lição com uma discussão sobre as relações entre as histórias que dizemos, as oportunidades que temos, e nossas identidades como indivíduos, membros de famílias, membros de comunidades e dentro da nação. Você pode começar explicando à classe que por trás de todas as decisões e experiências há uma história. Pense em um momento que possa ter mudado sua vida: o que foi? Como mudou sua vida? Você também pode explicar que todo mundo tem uma história para contar: o que é seu e o que é meu, e como o ambiente moldou as histórias que compartilhamos? Para tornar as ideias sobre o concreto de discussão, introduza o conceito de Bronfenbrenner da ecologia da identidade e os alunos criem seu próprio mapa de identidade ecológica.

Ganho mesmo diferente

Depois de completar o quadro, dê aos alunos tempo para refletir sobre suas próprias identidades criando um visual, como um desenho, que represente sua “ecologia” de identidade. Peça aos alunos que formem pares ou criem pequenos grupos para compartilhar fazendo as seguintes perguntas:

O que você vê que é o mesmo entre os dois? Nomeie semelhanças e padrões.
O que você vê de diferente? Cite as diferenças que você observa.
O que ganhamos comparando os dois?

Pense fora da caixa

Além de usar o gráfico para exploração com estudantes imigrantes, este modelo pode servir como uma ferramenta maravilhosa para ajudar a entender as escolhas e dilemas que todos nós enfrentamos diariamente.

Ele pode ser usado como uma ferramenta para análise literária, social e histórica. Nos estudos sociais, isso pode ser usado para analisar a vida de uma figura histórica famosa; e no conteúdo literário, pode ajudar a descrever um personagem ou cenário de uma leitura.

Os educadores podem usar este gráfico para incentivar os alunos a explorar suas próprias identidades ou focar a reflexão em um personagem em um conto, romance, evento histórico ou situação social.
Peça aos alunos que usem o mapa para refletir o clima escolar e a identidade que podem compartilhar para incentivar laços escolares mais fortes ou áreas de crescimento.

Crie um contrato de sala de aula usando as lições aprendidas com os mapas de identidade. Depois de criar seu contrato usando seus mapas de identidade, revise as normas de sua sala de aula. Eles precisam de revisão? Certifique-se de que essas normas promovam uma compreensão compartilhada do tipo de comunidade que você espera alcançar na classe e que todos os membros estejam cientes de suas responsabilidades para que isso aconteça.

Todo mundo tem uma identidade que se reflete em suas vidas diárias, mas essas identidades também são o que moldam nossas experiências com aqueles que nos rodeiam. Nossas experiências vividas refletirão como interagimos com as pessoas com as quais entramos em contato durante nossa vida, sejam amigos, colegas de trabalho, etc. ambiente acolhedor inclusivo.

Fonte: Edutopia

YouTube no Brasil

O YouTube é o segundo maior buscador do mundo e há 16 anos vem transformando o aprendizado, o entretenimento e a forma de fazer negócios.

A plataforma ajuda diariamente milhões de pessoas a aprender novas habilidades, abrir negócios e se entreter. O YouTube foi pioneiro em oferecer um modelo de negócio de divisão de receita, no qual a maior parte dos ganhos fica para o produtor de conteúdo. E acompanhar a evolução da plataforma e toda sua transformação é inspirador.

Depois de um ano em que nossa vida se tornou digital como nunca, fizemos uma parceria com a Oxford Economics para quantificar de forma independente as contribuições do YouTube para o Brasil e transformar os relatos que ouvimos de criadores e marcas em números. O estudo é inédito no país e os resultados nos revelaram um impacto positivo da plataforma no Brasil e na vida do brasileiro. Abaixo, 5 pontos cruciais do relatório:

1. Empreendedorismo

Para os empreendedores, o YouTube é uma importante ferramenta de alcance, oferecendo uma ampla base de crescimento e sucesso aos criadores. Um exemplo é o canal Oficina Caipira, que encontrou na plataforma um local para compartilhar suas habilidades, expressar sua criatividade e, por sua vez, criar negócios locais que contribuam para a economia.

2. Aprendizagem

O brasileiro recorre ao YouTube para, entre muitas outras coisas, aprender, resolver problemas e também acessar o vasto conteúdo voltado para educação, ajudando estudantes e educadores de todo o país.

3. Diversidade

Ser plural é ser acessível. É mostrar que atendemos a todos e em todas as camadas demográficas do Brasil. A diversidade dos nossos criadores é refletida no conteúdo amplamente variado do YouTube, conectando usuários de diferentes meios a todos os tipos de cultura.

4. Expansão

Somos uma plataforma capaz de gerar demanda e atrair novos clientes para produtos e marcas. Este movimento tem contribuído com a geração de negócio, sustentando empregos e aumentando a produtividade e rentabilidade de empresas de diferentes portes no Brasil.

5. Ajuda durante a pandemia

Além dos pontos acima, vale mencionar: o YouTube se tornou um grande local de conexão durante a pandemia. Todos os meses, milhares de pessoas acessam a plataforma em busca de informações confiáveis, orientações de saúde, dicas para se exercitar em casa, cozinhar, e até como se organizar financeiramente.

Próximos passos

Os resultados reforçam o impacto positivo do YouTube no Brasil. Os números mostram como apoiar empreendedores criativos, produtores de conteúdo e anunciantes pode fazer a diferença. Por isso mesmo, pretendemos continuar sendo um espaço aberto para a criatividade, o diálogo e a convivência de ideias diversas.

Acesse o relatório completo de Impacto do YouTube Brasil: contribuição econômica, social e cultural da plataforma para o país em 2020.

Fonte e autores: Youtube | Patrícia Muratori, Samuel Moreschi/Outubro de 2021

LGPD — Um Guia Completo Para Negócios On-line

Depois de muitas discussões, a LGPD (Lei Geral de Proteção aos Dados) entrou em vigor em 2020. Na prática, isso significa que todos os negócios que estão na internet estão ou serão impactados.

Independentemente de qual seja o tamanho da sua empresa, é importante estar por dentro das novas regras. Neste artigo, você entenderá sobre os aspectos principais da LGPD. Veja só!

O que é a LGPD e para que ela serve?

Durante muitos anos, a internet reinou sem regras específicas. Porém, conforme o número de internautas aumentou, governos de todo o mundo perceberam que era necessário criar dispositivos para o uso da rede.

Na União Europeia, os países passaram a adotar a General Data Protection Regulation (GDPR) — regulamento que inspirou a LGPD do Brasil. Aqui, as discussões começaram há anos, porém, a regulamentação foi sancionada em 2018 e começou a valer em 2020.

De forma resumida, pode-se dizer que a lei foi criada para proteger os dados dos usuários. Como as empresas costumam coletar diversas informações, agora, é necessário que os clientes aceitem isso.

Por causa dessas mudanças, quem tem negócios online precisa ter uma atenção redobrada. As estratégias devem ser focadas cada vez mais em gerar valor aos consumidores para que eles queiram disponibilizar os dados e manter contato com a empresa.

Quais são os pontos principais da Lei Geral de Proteção de Dados?

A LGPD tem diversos pontos que precisam ser entendidos. Para facilitar, você pode conferi-los abaixo:

Para que se aplica a lei?

A Lei Geral de Proteção de Dados será aplicada para todas as empresas, sejam elas públicas, privadas, pequenas, médias ou grandes. As normas valem para negócios que oferecem serviços ou produtos na internet e que, portanto, lidam com dados dos cidadãos brasileiros.

Quais são os dados?

Quando se fala em dados, é normal ter algumas dúvidas. Afinal, do que exatamente a lei está tratando? A LGPD trata dos dados pessoais e sensíveis. Os primeiros se referem às informações que podem identificar uma pessoa.

Já os dados sensíveis incluem registros relacionados com crenças, opiniões políticas, condições de saúde, entre outros.

Como a empresa é responsável pelos dados?

As empresas são responsáveis pelo acesso e armazenamento dos dados dos clientes. Caso haja o vazamento das informações, as pessoas envolvidas deverão ser comunicadas, assim como o órgão competente.

Há infrações para o caso de não cumprimento?

Sim, a LGPD prevê que as empresas podem receber advertências e pagar multa de até 2% do faturamento, se não cumprirem as normas. Devido a isso, é necessário tomar bastante cuidado.

Quais são os direitos dos usuários?

Por sua vez, a lei também estipula quais são os direitos dos usuários, isso é, dos donos daqueles dados. Eles podem:

  • solicitar as informações que as empresas têm dele;
  • pedir a correção de um dado incorreto;
  • requerer a eliminação de uma informação;
  • permitir a portabilidade de acesso a outro provedor;
  • ter a ciência da finalidade para qual a informação será usada.

Quais são os princípios da LGPD?

A LGPD possui uma série de princípios, ou seja, de condutas que devem ser adotadas por todas as empresas. Saiba quais são:

Finalidade

É a regra mais importante. De acordo com o princípio da finalidade, nenhuma organização pode usar os dados como quiser. A empresa deve ter um motivo.

Necessidade

Será que a empresa precisa mesmo das informações? O ideal é que o uso de dados seja o menor possível e sempre com uma justificativa plausível.

Transparência

A empresa precisa ser a mais transparente possível para o público sobre o tratamento das informações. Uma forma de ajudar nisso é mantendo uma política de privacidade atualizada no site.

Consentimento

A partir de agora, os internautas precisam autorizar que uma empresa use ou não os dados deles. Esse é o caso dos cookies. Muitos sites já estão perguntando aos usuários se podem usar as informações dos cookies para fornecer propagandas.

O consentimento precisa ser claro. Ou seja, é necessário realmente perguntar para a pessoa sobre o uso das informações. Caso contrário, a empresa estará infringindo a lei.

Legítimo interesse

O princípio do legítimo interesse anda ao lado do consentimento, embora seja muito diferente. Imagine que uma empresa interaja com um grupo de consumidores, por exemplo. Ela costuma enviar e-mails marketing com novos produtos.

Um dia, ela se planeja para divulgar algo diferente que começará a vender. A finalidade do dado será a mesma, certo? Ou seja, passar informações ao público. Nesse caso, não será necessário solicitar o consentimento das pessoas para o envio de uma nova publicidade. O legítimo interesse, que já existe por conta do relacionamento, dará conta do recado.

Porém, caso a empresa queira usar os dados para algo diferente, então, apenas este princípio não servirá. Afinal, o público poderá se queixar de receber algo que não esperava, ou ter os dados usados de uma maneira que não foi autorizada.

Contratos

Outro cuidado que as empresas precisam ter é com o uso de informações dos contratos. Ninguém pode usar ou repassar os dados de um documento, sem que haja a autorização de todas as partes.

Por exemplo: um cliente assinou um serviço e, consequentemente, informou endereço, telefone, e-mail, etc. Essas informações são para a utilização exclusiva do negócio com quem fechou o acordo. Sem contar que para um novo uso será necessário informar o consumidor – atendendo ao princípio da transparência.

Como a sua empresa pode se preparar?

Como visto até aqui, a LGPD possui muitas regras que já eram esperadas – transparência do uso de dados, por exemplo – e alguns pontos que merecem atenção. Para quem ainda está se preparando para seguir a lei, vale pensar nisso:

  • ler toda a legislação, anotando as regras principais e compreendendo as obrigações legais;
  • nomear um encarregado, ou seja, alguém que será responsável por monitorar se todos estão seguindo a lei;
  • criar e divulgar uma política de privacidade ou atualizar a que já existe. Lembrando que isso deve ser o mais específico possível;
  • acompanhar de perto se todas as equipes estão preservando os dados dos clientes, afinal, é para isso que a lei foi criada.

Fonte: GoDaddy

Medidas que você pode tomar para proteger sua identidade on-line

As violações de dados são uma entre as várias ameaças on-line. Usar conexões de internet seguras, atualizar seu software, evitar e-mails fraudulentos e criar senhas fortes ajudará você a ficar mais seguro enquanto estiver on-line.

Cuidado com redes wi-fi públicas

Atualmente, você tem acesso ao wi-fi em praticamente qualquer lugar, mas as redes abertas tendem a ser as menos seguras e, portanto, as mais vulneráveis. Isso inclui o acesso wi-fi gratuito em restaurantes, bibliotecas, aeroportos e outros espaços públicos. Se você puder evitar, não use wi-fi público. Mais importante ainda: não use essas redes para fazer login em sites de bancos ou para fazer compras on-line. Existe a possibilidade de alguém estar verificando o tráfego wi-fi para ver quais sites você acessa. Se você fizer login em um wi-fi público falso sem perceber, a pessoa que o configurou poderá interceptar seu tráfego e eventualmente coletar informações importantes, como nomes de usuário e senhas. Em vez disso, recomendamos o uso de um proxy de rede seguro para navegar ou uma Rede Privada Virtual (VPN) para a conexão completa do dispositivo à rede. Esses serviços permitem que você use o wi-fi público com mais segurança e podem ajudar a manter suas atividades on-line privativas.

Faça as atualizações de software e de aplicativos assim que estiverem disponíveis

A atualização de software no seu computador, tablet e celular pode parecer um saco, mas é fundamental para manter esses dispositivos seguros. As atualizações corrigem bugs, vulnerabilidades de software e problemas de segurança. A atualização regular de aplicativos e sistemas operacionais de smartphones deixa seus dispositivos mais seguros. Melhor ainda: ative as atualizações automáticas. Você pode configurar seu computador, navegador, aplicativos e celular para fazer o update automaticamente assim que novas atualizações estiverem disponíveis. Configure e relaxe!

Fique atento a e-mails que pareçam estranhos

Phishing (ou ciber-iscagem) é um tipo comum de golpe de e-mail. Nesses e-mails, os hackers representam um serviço, uma pessoa ou empresa em que você confia – ou eles podem até mesmo parecer vir de um de seus contatos. Eles parecem reais porque imitam o design de e-mails autênticos, como os do seu banco ou provedor de e-mails. O objetivo desses hackers é fazer com que você digite sua senha em um site falso sem saber ou faça o download de um programa de malware que pode infectar seu computador por meio de um anexo, como uma imagem ou documento. A maioria dos serviços on-line não solicita que você insira informações pessoais ou envie documentos por e-mail. Pense antes de preencher qualquer coisa. O e-mail parece inesperado? Parece que tem algo errado nele? Estão lhe pedindo para fazer login em uma conta para atualizar algo? Não clique e não digite sua senha ou informações em lugar nenhum. Abra o navegador e digite o endereço do site da empresa.

Conheça os sinais clássicos de um e-mail suspeito.

  • Exibe erros gramaticais ou de ortografia
  • Parece especialmente urgente ou requer ação imediata
  • O endereço do remetente parece incomum
  • Promete algo que parece bom demais para ser verdade
  • Solicita que você faça login do próprio e-mail
  • Solicita que você abra ou faça o download de um arquivo que não reconhece

Seja criterioso ao fornecer seu endereço de e-mail

Quanto mais contas on-line você cria, maior o risco de se envolver em uma violação de dados. Muitas empresas, serviços, aplicativos e sites solicitam seu e-mail. Mas nem sempre isso é necessário. Aqui estão algumas maneiras de evitar fornecer seu endereço de e-mail:

  • Não crie uma conta se não for necessário. Por exemplo, muitos portais de compras on-line permitem que você faça check-out como visitante.
  • Considere usar um endereço de e-mail alternativo para sites que exigem um e-mail. O Gmail, por exemplo, oferece um recurso que permite criar um número infinito de endereços de e-mail que você pode filtrar simplesmente anexando um sinal de adição e uma palavra para facilitar a filtragem.
  • Crie um e-mail diferente para se inscrever em promoções e boletins. Não inclua nenhuma informação pessoal que possa ser usada para identificá-lo nesse e-mail, como seu nome ou data de nascimento.
  • Por último, considere se você realmente precisa do serviço. Talvez o risco não valha a pena.

Use senhas fortes e exclusivas para cada conta

Uma das melhores maneiras de se proteger on-line é usar senhas diferentes em todas as suas contas on-line. Dessa forma, os hackers não terão as chaves de toda a sua vida digital se colocarem as mãos nessa senha que você usa em todos os lugares. Suas senhas também precisam ser fortes. Palavras simples (como adminmacaco ou futebol) resultam em senhas fracas. O mesmo ocorre com as 100 senhas mais usadas, incluindo senha e 123456. Evite referências a cultura pop, equipes esportivas e informações pessoais. Não use seu endereço, data de nascimento e nomes de parentes ou de animais de estimação. Quanto mais longas e únicas forem suas senhas, mais difícil será para os hackers as decifrarem.

Lembre-se de todas as suas senhas com um gerenciador de senhas

A boa notícia é que você não precisa guardar todas as suas senhas de cabeça. Os gerenciadores de senhas são aplicativos seguros e fáceis de usar que guardam por você. Eles ainda preenchem suas senhas em sites e aplicativos quando você precisa fazer login. Tudo o que você precisa guardar é apenas uma senha – a que você usa para desbloquear seu gerenciador de senhas. Alguns deles podem até gerar senhas difíceis de decifrar para tornar suas contas mais seguras. Todos os seus dados são criptografados, o que deixa os gerenciadores de senhas bastante seguros – mesmo que sejam invadidos.

Fonte: Mozilla

Empreendedores e a verdade

A trapaça é comum no mundo das start-ups: com tanto em jogo, os fundadores tendem a exagerar, ofuscar e esticar a verdade ao cortejar investidores e outras partes interessadas importantes. Tal engano bloqueia recursos ao prolongar a vida de empreendimentos condenados e torna difícil para investidores e funcionários saberem onde melhor investir seu dinheiro ou trabalho. Também cobra um tributo pessoal dos próprios fundadores.

Os autores fazem uma abordagem multidisciplinar do problema. Eles argumentam que as justificativas comuns para tal engano – a necessidade de proteger investidores e funcionários, e a crença de que todos os empreendedores se envolvem nisso – não resistem ao escrutínio. E eles oferecem vários conselhos aos fundadores, extraídos da filosofia moral: Sonhe grande, mas seja aberto e honesto sobre as evidências e suposições que sustentam sua visão. E cerque-se de pessoas virtuosas que o ajudarão a dar o melhor de si.

IA ética – A escolha não é sua

A IA, nossa velha amiga

Agora você já sabe o que é a IA. Não só significa inteligência artificial, mas também coleta informações e as usa para fazer previsões e tomar decisões. A IA alimenta o feed da mídia social que sugere o próximo post, informa os comerciais que aparecem em seu serviço de streaming, dirige o software que acabou de completar automaticamente esta frase. Em situações mais sérias, pode determinar se você se qualifica para uma fiança ou um crédito imobiliário. Isto significa que os sistemas orientados pela IA tomam decisões sobre si e também tomam decisões por si. Os efeitos disso podem ser terríveis ou até mesmo antiéticos. Quando a IA decide o que você deve ver ou “quem você é”, também decide o que você não deve ver e “quem você não será”.

Onde estão os humanos?

À nossa volta, você pode encontrar a IA fazendo escolhas por nós. Mas não se trata apenas de um computador agindo por conta própria. A IA é projetada por nós, humanos, e isso tem um enorme impacto em tudo que a IA faz. Somos nós, humanos, que dizemos ao computador o que deve considerar e o quão alto ele deve classificar certos dados. A expectativa com relação à IA era que um computador chegaria a uma conclusão usando informações objetivas e algum código extravagante. A realidade é que a IA é tão injusta quanto os criadores que a treinaram.

Aqui estão alguns exemplos. Veja as pontuações de crédito, algoritmos treinados de forma tendenciosa, que podem calcular uma pontuação mais baixa para uma mulher em comparação com um homem. Isso pode afetar os cartões de crédito que eles podem usar ou as hipotecas que podem solicitar. Outro exemplo é a contratação de emprego. Os recrutadores que se baseiam demasiado no software podem inadvertidamente reforçar os pontos cegos relacionados com a raça e o sexo. Existem até preços de seguro automóvel em que algoritmos obscuros determinam quem deve pagar menos ou mais para uma cobertura semelhante, resultando numa oportunidade de preços injustos.

Cansu Canca nos orienta sobre este problema. Assista ao vídeo abaixo para obter mais informação sobre onde e como o preconceiro humano é introduzido em sistemas orientados pela IA.

Fonte: Mozilla

O que é IA?

Quando você ouve o termo inteligência artificial (IA), provavelmente pensa que é algo difícil de entender e acima do seu nível de compreensão. Mas, em última análise, IA são softwares capazes de reconhecer padrões. Aplicativos e outros produtos de tecnologia movidos por IA são capazes de fazer suposições fundamentadas sobre coisas com que nunca tiveram contato, a partir dos dados com que foram treinados. Aqui está um exemplo: digamos que uma cientista de dados ensine um aplicativo a diferenciar fotos de cães e gatos. Ela usa 1.000 imagens marcadas como “cachorro” ou “gato” para treinar o aplicativo para saber qual é qual. Depois que ela lança o aplicativo, uma pessoa pode carregar uma foto nele, que é então capaz de determinar se a imagem contém um cachorro ou um gato. Muito inteligente.

(Aprendiz visual? Vou deixar a pesquisadora Becca Ricks ajudar a explicar:)

O aprendizado de máquina é diferente da IA?

O termo “IA” é muito usado – é um daqueles termos que você vê escrito na parte de trás de uma caixa de brinquedos ou ouve em comerciais do Watson da IBM. Você provavelmente ouviu termos como “algoritmo” ou mesmo “modelo de aprendizado de máquina” muito menos vezes. Os algoritmos alimentam a IA – eles são os programas dentro do software que absorvem um monte de informações e processam os números. Um modelo de aprendizado de máquina é o que faz a previsão.

Um algoritmo é um software que pode examinar várias informações sobre um assunto e classificá-las. Então, quando esse algoritmo é aplicado a um grande conjunto daquilo que os especialistas chamam de dados de treinamento, ele produz um modelo de aprendizado de máquina. O modelo é aquilo que é capaz de receber novos dados e fazer escolhas com base nos dados à sua frente. Seu serviço de streaming sugeriu seu novo programa de TV favorito? Ele conseguiu fazer isso coletando dados sobre você (o que você está assistindo, em qual dispositivo está, o que outras pessoas semelhantes a você assistem, etc.). Com base nisso, o modelo de aprendizado de máquina da plataforma de streaming exibe seu novo programa favorito – Reality Show de Baixa Qualidade, 2ª temporada: Miami. (Entretanto, poucos chamariam sua atenção se você usasse o termo “IA” ou “sistema de recomendação” aqui, em vez de “modelo de aprendizado de máquina”).

IA vs. Modelo de Aprendizado de Máquina

Como é a IA no mundo real?

Você provavelmente já interagiu com a IA, quer tenha percebido ou não. Se alguma vez você já percorreu seu feed do Instagram e as postagens estavam organizadas em ordem de relevância e não em ordem cronológica, isso é a IA em ação. É aqui que as coisas ficam complicadas: quem você é, onde mora, onde costuma ir (na vida real e on-line) e uma série de outros fatores podem influenciar a decisão que um sistema de IA toma sobre você. Não em todos os casos, mas certamente em alguns. Às vezes, a IA pode afetar quais dos seus amigos veem aquela postagem no Facebook que você fez com tanto entusiasmo. Em outros casos, pode ter um efeito mais sério, como determinar quais recursos você recebe do governo local.

O Gmail usa a IA para preencher frases de e-mail automaticamente

Então a IA é bem importante, né?

É. E conforme a IA se populariza, torna-se cada vez mais importante que todos nós entendamos a inteligência artificial e o impacto que ela pode ter. Quanto melhor a entendermos, mais garantiremos que a IA reflita as prioridades de todos, não apenas das poucas pessoas privilegiadas o suficiente para criá-la.

Fonte: Mozilla