{"id":834,"date":"2020-12-23T10:48:06","date_gmt":"2020-12-23T13:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/?p=834"},"modified":"2022-11-06T15:00:19","modified_gmt":"2022-11-06T18:00:19","slug":"esperanca-em-uma-cidade-castigada-pela-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/2020\/12\/23\/esperanca-em-uma-cidade-castigada-pela-pandemia\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a em uma cidade castigada pela pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>Maricleia, que cozinha marmitas para vender na vizinhan\u00e7a, viu sua rotina virar quando a filha Alice n\u00e3o p\u00f4de mais frequentar a escola, onde ficava em tempo integral. A fam\u00edlia ainda sofreu uma perda dif\u00edcil: pouco depois de a m\u00e3e de Maricleia se recuperar de uma interna\u00e7\u00e3o por covid-19, o pai dela morreu em decorr\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A cada dia, a gente tinha medo de receber uma not\u00edcia ruim&#8221;, lembra Maricleia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ketia, uma imigrante venezuelana h\u00e1 quatro anos no Brasil, conta, com al\u00edvio, que ningu\u00e9m na fam\u00edlia adoeceu pelo novo coronav\u00edrus. Mas recorda tamb\u00e9m a inseguran\u00e7a quando precisou recorrer a doa\u00e7\u00f5es de cestas b\u00e1sicas e ao aux\u00edlio emergencial do governo para fechar as contas e alimentar os quatro filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com as turbul\u00eancias, Maricleia e Ketia comemoram uma conquista n\u00e3o trivial em 2020: suas filhas Alice e Andrea, ambas de 7 anos, conclu\u00edram o primeiro ano de ensino b\u00e1sico plenamente alfabetizadas &#8211; conseguem ler e escrever mesmo tendo tido apenas um m\u00eas de aulas presenciais, entre fevereiro e mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem garantiu esse aprendizado em um ano t\u00e3o desafiador foi uma escola tamb\u00e9m abalada por suas pr\u00f3prias dores em meio \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tivemos muitas perdas de vidas (por covid-19) nas fam\u00edlias dos funcion\u00e1rios e das crian\u00e7as. S\u00f3 a nossa pedagoga perdeu quatro pessoas pr\u00f3ximas. Foi um momento de medo, ansiedade e desespero&#8221;, conta L\u00facia Santos, diretora da escola municipal Waldir Garcia, que abriga 227 crian\u00e7as no ensino fundamental 1 (1\u00aa \u00e0 5\u00aa s\u00e9rie) na capital amazonense.<\/p>\n\n\n\n<p>E, a despeito disso, Santos afirma que 2020 foi &#8220;tudo menos um ano perdido&#8221; para a escola. &#8220;Pelo contr\u00e1rio, estamos mais pr\u00f3ximos das fam\u00edlias. Tivemos muitos ganhos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a tanta desola\u00e7\u00e3o e incerteza rondando a educa\u00e7\u00e3o, a Waldir Garcia \u00e9 um retrato do empenho de tantas escolas pelo Brasil em manter seus estudantes engajados e aprendendo, mesmo com os enormes obst\u00e1culos do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia e dos problemas de conectividade e desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"A-gente-achava-que-conhecia-nossos-alunos\">&#8216;A gente achava que conhecia nossos alunos&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>Os primeiros meses do novo coronav\u00edrus deixaram marcas profundas em Manaus. Em abril, a capital amazonense chegou a registrar mais de cem enterros por dia. Em todo o Amazonas, a taxa de letalidade pela doen\u00e7a passava dos 8% \u2014 em compara\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia geral no Brasil \u00e9 hoje de cerca de 2,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo no in\u00edcio, a suspens\u00e3o das aulas presenciais foi amenizada quando as redes municipal de Manaus e estadual do Amazonas passaram a transmitir aulas pela TV aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi nesse momento que a equipe da Waldir Garcia descobriu que a vulnerabilidade social de parte de suas crian\u00e7as era maior do que se imaginava.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nas casas de 27 alunos n\u00e3o havia nem televis\u00e3o, nem celular nem internet, e eles estavam passando fome&#8221;, conta Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Algo que era invis\u00edvel se tornou vis\u00edvel. At\u00e9 ent\u00e3o, a gente achava que conhecia os alunos. Eles faziam tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es por dia na nossa escola. (Com a pandemia), muitos pais ficaram sem emprego, sem ter o que comer e sem ter onde deixar os filhos. (&#8230;) Vimos que o mais importante naquele momento n\u00e3o era o conte\u00fado, mas saciar a fome e manter o v\u00ednculo com a escola.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por interm\u00e9dio de uma plataforma de financiamento coletivo, a escola conseguiu arrecadar mais de R$ 8 mil para financiar cestas b\u00e1sicas \u00e0s fam\u00edlias que precisavam.<\/p>\n\n\n\n<p>A de Ketia foi uma das beneficiadas. &#8220;Foi dif\u00edcil, porque em casa o \u00fanico que trabalha \u00e9 meu marido. A cesta chegou quando n\u00e3o havia nada em casa. Com isso, gra\u00e7as a Deus n\u00e3o nos faltou (comida).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras fam\u00edlias tamb\u00e9m receberam doa\u00e7\u00f5es de aparelhos de TV e celulares para acompanhar as aulas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em maio, quando conseguimos ter todas as crian\u00e7as conectadas, come\u00e7amos nosso trabalho de ensino&#8221;, conta a diretora L\u00facia Santos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/B47E\/production\/_116160264_waldir-fachada.jpg\" alt=\"Escola Municipal Waldir Garcia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Brasileiros-venezuelanos-e-haitianos\">Brasileiros, venezuelanos e haitianos<\/h2>\n\n\n\n<p>A Waldir Garcia j\u00e1 era tida como escola de refer\u00eancia no Amazonas. Localizada em uma \u00e1rea vulner\u00e1vel de Manaus, abriga crian\u00e7as de diferentes classes sociais e origens, incluindo 50 estrangeiras, em sua maioria filhas de imigrantes venezuelanos e haitianos &#8211; as professoras, inclusive, estudam espanhol para se comunicar melhor com elas.<\/p>\n\n\n\n<p>A escola tamb\u00e9m \u00e9 parte do programa Escolas Transformadoras, que promove compet\u00eancias como empatia, trabalho em equipe e criatividade em comunidades escolares de 25 pa\u00edses. Neste ano, L\u00facia Santos havia sido uma das vencedoras do Pr\u00eamio Educador Nota 10, em reconhecimento pelos projetos de protagonismo juvenil adotados em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>E dados do exame oficial Prova Brasil 2017 apontam resultados acima da m\u00e9dia nacional: 85% dos alunos da Waldir Garcia conclu\u00edram o quinto ano com conhecimentos adequados em portugu\u00eas (contra 56% no Brasil) e 85% em matem\u00e1tica (no Brasil, esse \u00edndice \u00e9 de 44%).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, o ensino remoto durante a pandemia foi desafiador para educadores, pais e crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Como manter a aprendizagem viva \u00e0 dist\u00e2ncia, em um momento t\u00e3o cr\u00edtico como o da alfabetiza\u00e7\u00e3o, em que a proximidade entre alunos e professores \u00e9 t\u00e3o importante? Como manter o v\u00ednculo das crian\u00e7as com a escola?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente (educadores) antes tinha dificuldade at\u00e9 para usar email&#8221;, conta Santos. &#8220;Mas aprendemos a usar tecnologias das quais agora n\u00e3o vamos mais abrir m\u00e3o. As professoras criaram um podcast com conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria para as crian\u00e7as, descobriram como usar o Google Classroom e fizeram curso para aprender a usar padlet&#8221;, em refer\u00eancia \u00e0 ferramenta que permite criar um quadro de atividades entre muitos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Armadas de m\u00e1scaras e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, algumas professoras foram de casa em casa dos alunos para entregar materiais escolares e kits para que as crian\u00e7as pudessem criar suas pr\u00f3prias hortas em casa \u2014 aumentando a oferta de alimentos e de chances de aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente aprendeu com eles tamb\u00e9m: foi bonito ver as fam\u00edlias plantando, colhendo, se engajando. (Com as visitas e aulas online), conseguimos conhecer a casa de todas as crian\u00e7as, suas dificuldades, e passamos a respeitar o tempo de cada uma.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Alfabetiza\u00e7\u00e3o\">Alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na outra ponta desse processo estavam os pais &#8211; como Maricleia, que se desdobrou para ser ao mesmo tempo &#8220;cozinheira, professora e a m\u00e3e que leva para brincar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o foi f\u00e1cil. \u00c0s vezes eu pedia socorro. Minha filha se distrai f\u00e1cil. Acho que toda m\u00e3e pensou como \u00e9 dif\u00edcil ser professora e cuidar de 22, 23 crian\u00e7as ao mesmo tempo&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Alice, ent\u00e3o com seis anos, j\u00e1 havia tido no\u00e7\u00f5es de alfabetiza\u00e7\u00e3o na etapa final da educa\u00e7\u00e3o infantil, mas, como a maioria das crian\u00e7as da sua idade, ainda fazia mais rabiscos do que escrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dias, Maricleia recebia por WhatsApp as atividades da escola. Na casa das professoras, cartazes \u00e0 m\u00e3o colados na parede apresentavam quais as palavras e s\u00edlabas seriam estudadas em cada semana. As mesmas palavras eram usadas pelos professores de artes e esportes em suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/1029E\/production\/_116160266_waldir2-lucia.jpg\" alt=\"Diretora L\u00facia Santos\"\/><figcaption>Legenda da foto, &#8220;Tivemos muitas perdas, que n\u00e3o v\u00e3o ter volta&#8221;, diz a diretora L\u00facia Santos. &#8220;Agora, temos de nos ajudar a superar. Nisso, aprendemos a ser mais flex\u00edveis e fazer da escola um espa\u00e7o humanizador: desburocratizar as rela\u00e7\u00f5es e olhar para aluno, pai e professor como indiv\u00edduos que comem, sofrem, sentem.&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os v\u00eddeos mostravam \u00e0s crian\u00e7as como fazer os movimentos das letras e como os pais poderiam encorajar a leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje a gente viu o trava-l\u00ednguas do &#8216;rato roeu a roupa do rei de Roma. Ent\u00e3o agora a tia vai mostrar para voc\u00eas como \u00e9 o movimento do &#8216;r&#8217; min\u00fasculo, ele come\u00e7a bem aqui em cima (no papel)&#8221;, diz a professora em um dos v\u00eddeos.<\/p>\n\n\n\n<p>Maricleia respondia com grava\u00e7\u00f5es de Alice lendo e escrevendo as primeiras palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pais eram nossos mediadores&#8221;, prossegue L\u00facia Santos. &#8220;A gente sabe o quanto foi importante as fam\u00edlias estarem acompanhando o ensino de perto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma din\u00e2mica se repetia na casa de Ketia, que, mesmo sem falar portugu\u00eas fluente, ajudava nos estudos dos filhos e no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o de Andrea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Meus filhos \u00e9 que me ensinaram portugu\u00eas nessas aulas&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Das 40 crian\u00e7as de primeira s\u00e9rie da Waldir Garcia em 2020, L\u00facia Santos diz que 37 est\u00e3o concluindo o ano letivo sabendo ler e escrever, apesar dos percal\u00e7os. <\/p>\n\n\n\n<p>Em anos normais, L\u00facia Santos diz que esse \u00edndice seria de 100%. Mas os tr\u00eas alunos que tiveram dificuldades (bem como crian\u00e7as de outras s\u00e9ries com dificuldades no conte\u00fado) receberam refor\u00e7o presencial, com hor\u00e1rio marcado, na pr\u00f3pria escola, com a ajuda de professores volunt\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudante novo da quarta s\u00e9rie tamb\u00e9m precisou de ajuda individualizada: &#8220;ele era novo na escola e chegou sem saber ler ou mesmo escrever o pr\u00f3prio nome&#8221;, explica a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conseguimos um aparelho de telefone para mantermos contato direto com ele. Com essa aten\u00e7\u00e3o personalizada, essa dedica\u00e7\u00e3o exclusiva a ele, vimos que ele n\u00e3o tinha nenhum problema cognitivo ou defici\u00eancia. Ele aprendeu a ler e a escrever.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ajudar as crian\u00e7as e fam\u00edlias a lidar com o isolamento e as perdas, as turmas da quarta s\u00e9rie fizeram seu pr\u00f3prio di\u00e1rio da pandemia, inspirado na leitura de <em>O Di\u00e1rio de Anne Frank<\/em>, da jovem holandesa que ficou escondida em um s\u00f3t\u00e3o para tentar escapar do nazismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apesar de tudo, tivemos ganhos neste ano&#8221;, afirma Santos. &#8220;A equipe da escola se uniu e isso nos motivou a continuar (o processo de ensino). Tivemos muitas perdas, que n\u00e3o v\u00e3o ter volta. Agora, temos de nos ajudar a superar. Nisso, aprendemos a ser mais flex\u00edveis e fazer da escola um espa\u00e7o humanizador: desburocratizar as rela\u00e7\u00f5es e olhar para aluno, pai e professor como indiv\u00edduos que comem, sofrem, sentem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o coronav\u00edrus se alastrou com virul\u00eancia por Manaus, colapsando os sistemas de sa\u00fade e funer\u00e1rio logo nos primeiros meses da pandemia, as fam\u00edlias de Maricleia Silva e Ketia Fontaine Romain n\u00e3o ficaram ilesas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1372,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,24,178,23],"tags":[254,256,253,257,116,255],"class_list":["post-834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-escola","category-escolar","category-gestao-escolar","tag-amazonas","tag-esperanca-escolar","tag-esperanca-escolar-ante-a-pandemia","tag-esperanca-na-amazonia","tag-pandemia-teletrabalho","tag-venezuelanos"],"blocksy_meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=834"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":837,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/834\/revisions\/837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}