{"id":1259,"date":"2022-11-06T11:00:07","date_gmt":"2022-11-06T14:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/?p=1259"},"modified":"2022-11-07T09:11:36","modified_gmt":"2022-11-07T12:11:36","slug":"uma-teoria-big-five","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.setasistemas.com.br\/blog\/2022\/11\/06\/uma-teoria-big-five\/","title":{"rendered":"Uma teoria: Big Five"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre os psic\u00f3logos, tem crescido o reconhecimento de que \u00e9 poss\u00edvel analisar a personalidade humana em cinco dimens\u00f5es, conhecidas como Big Five: abertura a novas experi\u00eancias, extrovers\u00e3o, amabilidade, consci\u00eancia (tamb\u00e9m traduzida como conscienciosidade, do ingl\u00eas conscientiousness) e estabilidade emocional (em ingl\u00eas, usualmente identificada na carga de instabilidade emocional, ou neuroticism). Os Big Five s\u00e3o resultado de uma an\u00e1lise das respostas de question\u00e1rios sobre comportamentos representativos de todas as caracter\u00edsticas de personalidade que um indiv\u00edduo pode ter. Quando aplicados a pessoas de diferentes culturas e em diferentes momentos do tempo, as respostas a esses question\u00e1rios demonstraram ter a mesma estrutura, o que deu origem \u00e0 hip\u00f3tese de que os tra\u00e7os de personalidade dos seres humanos se agrupam efetivamente em torno de cinco grandes dom\u00ednios.<\/p>\n\n\n\n<p>O pioneirismo da teoria \u00e9 atribu\u00eddo a Gordon Allport e colegas que, em meados dos anos 30, buscaram nos dicion\u00e1rios todos os adjetivos que poderiam descrever atributos de personalidade (como por exemplo: \u201cam\u00e1vel\u201d, \u201cagressivo\u201d etc). Na d\u00e9cada de 40, Raymond Catell reduziu a lista de adjetivos para 171 termos e depois os agrupou por afinidade em 35 conjuntos.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos anos 60, pesquisas de grande amostragem detectaram que cinco fatores principais resumiam a varia\u00e7\u00e3o existente. Os autores que mais contribu\u00edram ao modelo \u00e0 \u00e9poca, considerados os \u201cpais\u201d da teoria, foram: Lewis Goldberg, Robert R. McCrae e Paul T. Costa, Jerry Wiggins e Oliver John.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ressaltar a import\u00e2ncia do tema, John, que atua como professor de psicologia na Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkley e \u00e9 autor do The Big Five Personality Test, um dos mais robustos testes de avalia\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os de personalidade, analisa que pela primeira vez na hist\u00f3ria \u00e9 poss\u00edvel entender o que acontece com os tra\u00e7os de personalidade. \u201cTemos a chance de conect\u00e1-los \u00e0s escolas, e as compet\u00eancias socioemocionais s\u00e3o atributos que n\u00e3o podemos subestimar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de Berkley explica que a teoria dos Big Five tem sido comprovada por diversos pesquisadores independentes ao redor do mundo. \u201c\u00c9 incr\u00edvel que estudiosos do Brasil tamb\u00e9m encontrem as mesmas respostas. Isso significa que as pessoas podem trabalhar juntas em busca do que funciona, ao inv\u00e9s de ficar dizendo que isso \u00e9 meu ou seu. Eu n\u00e3o sou dono da teoria dos Big Five e voc\u00ea n\u00e3o precisa me pagar royalties (compensa\u00e7\u00f5es). Ela (teoria) funciona como um c\u00f3digo aberto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dom\u00ednios do Big Five<\/h2>\n\n\n\n<p>Grande parte das experi\u00eancias desenvolvidas por pesquisadores utiliza escalas e testes para medir aspectos particulares da personalidade e enquadr\u00e1-los em ao menos um dos dom\u00ednios dos Big Five. Abaixo, o esquema proposto por John e Srivastava (1999) e citado em Almlund et al (2011) para enquadrar os dom\u00ednios capturados por escalas e testes nos cinco grandes grupos dos Big Five:<\/p>\n\n\n\n<p>Abertura a novas experi\u00eancias: tend\u00eancia a ser aberto a novas experi\u00eancias est\u00e9ticas, culturais e intelectuais. O indiv\u00edduo aberto a novas experi\u00eancias caracteriza-se como imaginativo, art\u00edstico, excit\u00e1vel, curioso, n\u00e3o convencional e com amplos interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Consci\u00eancia: inclina\u00e7\u00e3o a ser organizado, esfor\u00e7ado e respons\u00e1vel. O indiv\u00edduo consciente \u00e9 caracterizado como eficiente, organizado, aut\u00f4nomo, disciplinado, n\u00e3o impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).<\/p>\n\n\n\n<p>Extrovers\u00e3o: orienta\u00e7\u00e3o de interesses e energia em dire\u00e7\u00e3o ao mundo externo e pessoas e coisas (ao inv\u00e9s do mundo interno da experi\u00eancia subjetiva). O indiv\u00edduo extrovertido \u00e9 caracterizado como amig\u00e1vel, soci\u00e1vel, autoconfiante, energ\u00e9tico, aventureiro e entusiasmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Amabilidade: tend\u00eancia a agir de modo cooperativo e n\u00e3o ego\u00edsta. O indiv\u00edduo am\u00e1vel ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altru\u00edsta, modesto, simp\u00e1tico, n\u00e3o teimoso e objetivo (direto quando se dirige a algu\u00e9m).<\/p>\n\n\n\n<p>Estabilidade Emocional: previsibilidade e consist\u00eancia de rea\u00e7\u00f5es emocionais, sem mudan\u00e7as bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indiv\u00edduo emocionalmente inst\u00e1vel \u00e9 caracterizado como preocupado, irritadi\u00e7o, introspectivo, impulsivo, e n\u00e3o-autoconfiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Porvir<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os psic\u00f3logos, tem crescido o reconhecimento de que \u00e9 poss\u00edvel analisar a personalidade humana em cinco dimens\u00f5es, conhecidas como Big Five: abertura a novas experi\u00eancias, extrovers\u00e3o, amabilidade, consci\u00eancia (tamb\u00e9m traduzida como conscienciosidade, do ingl\u00eas conscientiousness) e estabilidade emocional (em ingl\u00eas, usualmente identificada na carga de instabilidade emocional, ou neuroticism). 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